Meu Reino não é deste mundo

De tudo que Jesus nos legou, este parece ser um dos mandamentos menos lembrado e menos ainda praticado.

Todos os dias, praticamente, assistirmos jogadores de futebol, atletas, políticos, apresentadores de programa de auditório e pessoas comuns que, diante de qualquer acontecimento mudano, atribuem o sucesso a Deus, a Jesus, a Nossa Senhora etc.

Particularmente, nunca vi jogador derrotado em uma partida de futebol ou candidato derrotado numa campanha política fazerem discurso agradecendo a Deus pela derrota. Impressionante como cristãos no geral não praticam o Cristo: a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus – Mateus, 22:21.

O que tem Deus, Jesus ou Maria com futebol, política? Nada. Vence o jogo quem treina mais e durante o jogo mantém a calma e a disciplina tática. Na política, vence… Deixa pra lá.

Jesus deixou esse e muitos outros ensinamentos, mas insistimos em ignorá-los. Deve ser uma das razões pelas quais tomamos decisões infelizes e irefletidas o tempo todo, movidos não pela razão mas pelo sentimentalismo mais primitivo e aí se busca a fé para apoiar essa falta de senso e e de reflexão nas decisões.

Jesus, representante maior do Divino na terra, deixou bem claro que não temos esse direito, o de usar a fé de forma desviada e deturpada. Não se trata aqui de ingratidão, muito pelo contrário, devemos ser gratos ao Pai pela vida, pela saúde e tudo o mais. Trata-se de separar o que deve ser separado.

E por que me chamais: ‘Senhor, Senhor’, e não praticais o que Eu vos ensino? – Lucas, 6:46.