1ª edição de “O Céu e o Inferno”

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“Por mim mesmo juro — disse o Senhor Deus — que não quero a morte do ímpio, senão que ele se converta, que deixe o mau caminho e que viva.” (EZEQUIEL, 33:11.)

O mês de agosto marca a estréia de “O Céu e o Inferno”. Publicada em em 01/08/1865, a obra que integra o pentateuco espírita tem inegável feição filosófico-religiosa e junto com “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, pode-se dizer, são a estrutura do que se pode chamar de “teologia espírita”.

A obra compõe-se de duas partes: na primeira, Kardec realiza um exame crítico, procurando apontar contradições filosóficas e incoerências com o conhecimento científico, superáveis, segundo ele, mediante o modelo espírita da fé raciocinada. São expostos vários assuntos – causas do temor da morte,porque os espíritas não temem a morteo céu, o inferno, o inferno cristão imitado do pagão, os limbos, quadro do inferno pagão, esboço do inferno cristão, purgatório, doutrina das penas eternas, código penal da vida futura, os anjos segunda a igreja e o Espiritismo. Aborda também vários pontos relacionados com a origem da crença dos demônios, segundo a igreja e o Espiritismo, intervenção dos demônios nas modernas manifestações, e a proibição de invocar os mortos.

Na segunda parte, constam dezenas de diálogos estabelecidos entre Kardec e diversos espíritos através de médiuns, nos quais estes narram as impressões que trazem do além-túmulo, e de como se deu o processo de desencarne para pessoas de diferentes tipos de caráter. Kardec reuniu várias dissertações de casos reais, a fim de demonstrar a situação da alma, durante e após a morte física, proporcionando ao leitor amplas condições de compreender a ação da Lei de Causa e Efeito, em perfeito equilíbrio com as Leis Divinas; assim, constam desta parte, narrações de espíritos felizes, infelizes, espíritos em condições medianas, sofredores, suicidas, criminosos e espíritos endurecidos.

O Céu e o Inferno coloca ao alcance de todos, os conhecimentos do mecanismo pelo qual se processa a Justiça Divina, em concordância com o princípio evangélico: “A cada um segundo suas obras”.

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