Reforma Interior

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Tendes seguidamente ouvido recomendações quanto ao vosso padrão vibratório, o qual deve ser, o mais possível, harmonioso e estável, evitando-se oscilações e quedas.

Não seria cabível exigir de vós elevação constante de pensamentos e vibrações. Entretanto, embora atualmente impossível vossa estabilização nos planos mais elevados que frequentemente atingis, por esforço próprio, tanto na esfera do pensamento como na do sentimento, bom seria que evitásseis ao máximo oscilações vibratórias. Naturalmente, referimo-nos a oscilações “para baixo”, em sentido de “queda”, e não aos vôos intelectuais e afetivos em que necessariamente vos deveis exercitar, até que vos possais estabilizar em planos mais elevados.

Infelizmente notamos, em muitos dos seguidores do Mestre, uma atitude de certa forma comodista. Deixam-se influenciar por entidades inferiores, ou obedecem a impulsos menos dignos, contando mais tarde reabilitarem-se mediante o devido retorno ao bom caminho, ou por meio de preces e passes, esquecidos de que a queda tem invariavelmente seu preço doloroso, e cada pacto com as forças do mal, por ligeiro que seja, implica sintonia e ligação, muitas vezes prolongando-se mais do que esperava o encarnado invigilante.

Olvidam muitos que não podem ligar-se ocasional e momentaneamente a uma entidade colérica, por exemplo, sem correrem o risco de tê-la, talvez por longo tempo, como obsessora, não mais atendendo a apelos inconscientes, na forma de impulsos raivosos do encarnado, mas acompanhando-o constantemente e, já agora, impelindo-o no sentido das explosões de ódio.

Conhecêsseis o imenso valor e a oportunidade sempre atual da oração e da vigilância, saberíeis evitar frequentes “pequenas quedas”, eivadas do perigo de se tornarem em grande e terrível derrocada espiritual, e tampouco correríeis o risco de instantes, embora ligeiros, de sintonia com o astral inferior.

Muitos dão excessiva importância aos fatores cármicos, ao considerarem o problema das obsessões. Na realidade, mesmo o número de obsessões oriundas de rancores e inimizades pregressas diminuiria prodigiosamente, se atentásseis devidamente para o valor imenso da oração e da vigilância.

Para que ocorra obsessão, necessário é que haja, primeiramente ligação. E para que se efetive a ligação, é imprescindível sintonia.

É fato muito conhecido que mesmo os mais evoluídos Espíritos, encarnados entre vós, sempre contaram com acirrados inimigos nos planos astrais inferiores, em virtude mesmo de seu adiantamento espiritual. No entanto, embora o peso tremendo das vibrações adversas que os atingem e, muitas vezes, chegam a abalar profundamente, jamais se teve notícia de que Espíritos de escol fossem vítimas de obsessão. Sabeis que o próprio Cristo não escapou ao assédio das forças das trevas, mas de forma alguma poderia ser influenciado obsessivamente, por absoluta inexistência e impossibilidade de sintonia e ligação entre suas elevadíssimas vibrações e as de seus adversários.

Como único recurso de defesa ante tais perigos, necessário vos é buscar, firme e decididamente, destruir a “criatura velha” que em todos habita, sujeita e vulnerável, por sua imperfeição, aos ataques das forças inferiores, e abraçar sinceramente o propósito de vossa reforma interior.

A ninguém ocorreria, galgando uma escada, subir e descer o mesmo degrau, repetidamente. Não pretenderíeis subir a escada de Jacó, permanecendo em perpétuo movimento de “queda – ascensão – queda”.

Espírito Bezerra de Menezes 
Do livro Comentários Evangélicos.
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