Obsessão, Fascinação e Subjugação

Temas que interessam a todos os que se ocupam de estudar e ler sobre assuntos do espírito.

Graças aos filmes que carregam na tinta quando abordam o tema, graças às crendices acumuladas ao longo dos séculos, em formas de contos e lendas que, da mesma forma, receberam tintas fortes, o assunto ainda é de difícil compreensão, principalmente pela inexistência praticamente generalizada dos hábitos da leitura e da pesquisa.

Allan Kardec, e não poderia ter sido diferente, aborda a questão da obsessão principalmente em “O Livro dos Médiuns“.

Ao abrir o Capítulo XXIII, Kardec deixa logo clara a primeira intenção de um espírito obsessor: “o domínio que logram adquirir sobre certas pessoas.”

Dominar mentes é atitude típica de espíritos inferiores. Os espíritos superiores têm como regra áurea o livre-arbítrio. Aconselhar, auxiliar na luta contra as más influências e os maus pensamentos, isso eles fazem. Se percebem que não são ouvidos, por respeito, afastam-se e aguardam que suas presença e influência salutares sejam almejadas.

Kardec classifica a obsessão em três grandes grupos: obsessão simples, fascinação e subjugação.

A obsessão simples seria algo como uma perturbação, incômodo. Situação que os mais atentos logo percebem, e buscam esforçar-se para se verem livres.

Quanto à fascinação, Kardec lhe deu maior atenção pelo fato de ser sutil, insidiosa, porque explora as fragilidades morais do obsedado, fazendo com que não se dê conta de que está sob uma influência que tem a intenção de dominá-lo. O fascinado não se dá conta e normalmente não aceita o fato, inclusive quando outras pessoas tentam fazê-lo enxergar o que acontece. De consequências graves, porque tende a acompanhar a pessoa durante muito tempo, podendo mesmo estender-se para além-túmulo.

Já a subjugação, apesar de ser uma forma bastante intensa de obsessão, visto haver situações em que o obsedado chega a perder o comando de suas ações, em muitos casos não chega a ter a gravidade de uma fascinação (A Gênese, 14:46), pois aquele a quem o obsessor domina tem a consciência de estar sob o efeito de uma vontade externa, por isso, deseja e busca ver-se livre dela.

Eis, em resumo, o que a doutrina espírita nos oferece sobre o tema. Deve-se ter em mente que os fenômenos retratados em filmes estão longe da realidade. Os espíritos inferiores que querem mesmo perturbar e maltratar alguém, agem em silêncio, seduzindo, envolvendo, até ver a ruína completa do seu desafeto.

Não se conclua, do que foi dito, que qualquer comportamento meio diferente seja obsessão. Kardec fez esta advertência, dizendo: cumpre, todavia, se não atribuam à ação direta dos Espíritos todas as contrariedades que se possam experimentar, as quais, não raro, decorrem da incúria, ou da imprevidência.

Tem solução? Claro! Evoluir moral e intelectualmente.

Isso demora! Até lá, que fazer?

Cultivar o hábito da prece (que nos põe em sintonia com os bons espíritos), cultivar bons hábitos de leitura, assistir a filmes e ouvir músicas com temática moral que promovam a nobreza de caráter, a honestidade e a probidade, agir com indulgência diante das imperfeições alheias, munindo-se de compreensão e tolerância, ser fraterno e buscar ser útil à comunidade em que vive.

Com isso, acreditamos, já se obtém um bom reforço no “sistema imunológico espiritual”, criando barreiras às más influenciações espirituais.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s