A segunda chance

UM TOQUE DE FELICIDADE

Por Teresa Cristina Soares

Após escolher alguns filmes para assistir, deparei-me com um, cujo título foi: “Um toque de felicidade¹“; que em sua capa diz: “Não há nada perdido, só precisamos saber onde procurar”; e o The Guardian, faz a seguinte crítica: um linda e comovente História sobre amizade, amor e perdas. E eu digo, é muito mais que isso!

Confesso que no começo do filme foi difícil compreender o que o autor queria passar e ao mesmo tempo mostrar para nós, que existe uma segunda chance, uma segunda opinião, uma segunda tentativa, uma segunda escolha, que poderá mudar muita(s) coisa(s), ou tudo em nossas vidas, por que tudo dependerá do ato praticado.

Lembremos que: o ato de um minuto poderá neste minuto mudar a nossa vida, assim como de outras, para sempre.

Isso é o que se verá no final do filme, que por sinal foi muito bem dirigido, e quando tudo fará sentido, mostrando as consequências que ocorrem de um ato impensado, e a quantas pessoas, ou famílias, poderão ser atingidas e feridas nos seus sentimentos por isso.

Com certeza algumas perguntas ficarão no ar. E apesar de não ser um filme de conho espírita, mas talvez, espiritualizado, cabe, no entanto elucidar algumas questões correspondentes ao filme, que a doutrina explica através de “O Livro dos Espíritos” de Allan Kardec.

– 868. Pode o futuro ser revelado ao homem?

“Em princípio o futuro lhe é oculto e só em casos raros e excepcionais permite Deus que seja revelado”.

– 870. Mas, se convém que o futuro permaneça oculto, por que permite Deus que seja revelado algumas vezes?

“Permite-o, quando o conhecimento prévio do futuro facilite a execução de uma coisa, em vez de a estorvar, obrigando o homem a agir diversamente do modo por que agiria, se lhe não fosse feita a revelação”.

Como vemos, Deus nos dá quando merecemos uma oportunidade de mudar o que seria a nossa desdita e a nossa ruína, muitas vezes, nos mostrando através de um sonho.

– 402. Como podemos julgar da liberdade do espírito durante o sono?

“Pelos sonhos. Quando o corpo repousa, acredita-o, tem o espírito mais faculdades do que no estado de vigília. Lembra-se do passado e algumas vezes prevê o futuro. Dizes frequentemente: tive um sonho extravagante, um sonho horrível, mas, absolutamente inverossímil. Enganaste. É amiúde uma recordação dos lugares  e das coisas que viste ou que verás em outra existência ou em outra ocasião”.

O sonho influi mais do que supomos em nossas vidas, de tal maneira que poderá mudar o nosso futuro. Dando-nos uma segunda chance. Foi isso o que ocorreu no filme.

São chegados os tempos em que se hão de desenvolver as ideias, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Têm elas de seguir a mesma rota que percorreram as ideias de liberdade, suas precursoras. Para que um dia todos possam tomar conhecimento que existe uma vida após a morte, que a mediunidade é inerente ao ser humano, e que existem sonhos que podem ser reveladores.

Teresa Cristina Soares é do Centro Espírita “O Codificador” – texto publicado no Jornal do Commercio de 25 de agosto de 2013.
1 – Título original: Lost Christmas.
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