Humildade

“Sabeis que os príncipes das nações as dominam e que os grandes os tratam com império. – Assim não deve ser entre vós; ao contrário, aquele que quiser tornar-se o maior, seja vosso servo; – e, aquele que quiser ser o primeiro entre vós seja vosso escravo; – do mesmo modo que o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida pela redenção de muitos.” (Mt. 20: 20-28.)

A humildade é a mais valiosa e a mais difícil das virtudes a conquistar. O mundo no qual vivemos sob a predominância da matéria é marcado pela competição. Do mundo microscópico das bactérias às formas mais elaboradas da criação, a competição é a regra.

De fato, é mister reconhecer que a competitividade é útil à evolução, mas somente nas fases mais simples e primitivas do ser na caminhada da inconsciência para a consciência. Ao adquirir a certeza da imortalidade, ampliada pela compreensão da razão e do funcionamento das leis que regem a tudo no mundo e no Universo, desde as formas mais simples e complexas, à medida que essa compreensão se dilata, o ser humano vai percebendo que “competição” (que na vida em sociedade pode ser traduzida como: satisfação em se ver acima dos outros, mais-valia pessoal, predominância sobre outras pessoas das mais variadas formas) vai assumindo o papel de um problema, um entrave à continuidade da evolução. Jesus foi enviado pela misericórdia e amor de Deus para nos dar o alerta, para abrir olhos e ouvidos da humanidade e mostrar o caminho a seguir.

Co-laboração, co-operação, com-partilhamento, co-mando, abertura para assimilação de novas ideias e modos de ver o mundo focados mais na realidade espiritual, são alguns exemplos das mudanças de atitudes e comportamentos que Jesus veio ensinar e que já se percebem nos dias atuais com mais força e intensidade.

Tudo isso passa pela necessidade de cultivar muitas virtudes e a mais importante delas é a humildade. Jesus foi o maior e o mais perfeito exemplo de humildade com que Deus nos presenteou. O maior e o mais perfeito exemplo de ser humano submeteu-se à pequenez daqueles que o rejeitaram. O mais sábio de todos deixou-se sucumbir pela ignorância dos que se consideravam a nata da humanidade. As suas ideias e palavras, de perfeita elaboração e clareza, não se impôs aos sofismas daqueles que o não compreendiam.

Ser capaz de superar a si mesmo, de controlar e submeter os próprios instintos básicos, eis a meta maior que essa etapa evolutiva nos propõe.

Isso só será possível através do cultivo e do fortalecimento da humildade, como Jesus mostrou ser plenamente possível.

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