Juventude espírita

leopoldo

O Professor Leopoldo Machado Barbosa nasceu em 30-9-1891, na Bahia. Foi católico, protestante e materialista. Depois, conheceu o Positivismo e o Budismo, que muito o impressionaram. Tomou conhecimento da Doutrina Espírita, em 1916, através de José Petitinga, também baiano e um dos maiores vultos espíritas do País.

Estas e outras informações úteis sobre o jornalista e poeta Leopoldo Machado, grande polemista, estão no Anuário Espírita de 1991. O autor é o nosso amigo Antônio de Souza Lucena, biógrafo e repórter fotográfico, fundador do Museu Espírita do Brasil e conhecido pelas suas pesquisas, que resultou num acervo cultural de valor inestimável para a História do Espiritismo (Lucena faleceu em 26-1-2009, no Rio de Janeiro).

Leopoldo, considerado o espírita nº 1 do Brasil, lançou a campanha Espiritismo de Vivos e incentivou a organização das Mocidades Espíritas, das Escolas de Evangelização para a Infância, das Semanas Espíritas, das tardes de Confraternização, dos Simpósios, das Mesas Redondas e dos Congressos Espíritas.

A revista Sabedoria, então dirigida por Carlos Torres Pastorino, autor do best-seller Minutos de Sabedoria, editou um álbum sobre a vida de personalidades. As biografias foram escritas por Clóvis Ramos e as fotografias obtidas por Antônio Lucena, citado acima. Vejamos um trecho sobre o patrono das mocidades espíritas:

– Aqui, portanto, só alguns dados sobre o grande educador amigo dos moços espíritas. A ele coube trazer para o Espiritismo do Brasil esse aspecto social e alegre, que hoje apresenta. Para essa mudança, contou, Leopoldo Machado, com o concurso dos moços, sempre dispostos à renovação. Fez-se porta-voz dos anseios de muitos.

Clóvis Ramos e Antônio de Souza Lucena reconheceram que esse líder desenvolveu uma atividade sem precedente: organizou um verdadeiro contingente de moças e rapazes em todo o Brasil, dispostos a um trabalho fora da rotina; idealizou e foi o responsável pelo I Congresso de Mocidades Espíritas do Brasil, realizado no Rio de Janeiro, de 17 a 23-7-1948. Foi considerado um dos melhores eventos espíritas de todos os tempos. Decorridos 65 anos, os “sobrevivente” daqueles dias memoráveis ainda recordam o acontecimento que marcou época.

Por Nilton Santos – membro do Núcleo Espírita Bittencourt Sampaio, no Recife. Matéria publicada no Jornal do Commercio de 30 de junho de 2013.
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