Arquivo mensal: setembro 2013

Oração e Atenção

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ORAÇÃO E ATENÇÃO.

Oraste, pediste. Desfaze-te, porém, de quaisquer inquietações e asserena-te para recolher as respostas da Divina Providência.

Desnecessário aguardar demonstrações espetaculosas para que te certifiques quanto às indicações do Alto.

Qual ocorre ao Sol que não precisa descer ao campo para atender ao talo de erva que lhe roga calor, de vez que lhe basta, para isso, a mobilização dos próprios raios, Deus conta com milhões de mensageiros que lhe executam os Excelsos Desígnios.

Ora e pede. Em seguida, presta atenção. Algo virá por alguém ou por intermédio de alguma coisa, doando-te, na essência, as informações ou os avisos que solicites.

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Agir por caridade, caridosamente

Índice

Fazer o bem sem se exibir, sem ostentação, é um grande mérito. Esconder a mão que dá é ainda mais louvável. É o sinal indiscutível de uma grande superioridade moral, porque, para compreender além da vulgaridade comum as coisas do mundo, é preciso elevar-se acima da vida presente e se identificar com a vida futura. É preciso, em uma palavra, colocar-se acima da Humanidade para renunciar à satisfação que o aplauso dos homens proporciona e pensar na aprovação de Deus. Aquele que estima mais a aprovação dos homens do que a de Deus prova que tem mais fé nos homens do que em Deus e que a vida presente vale mais do que a vida futura. Se disser o contrário, age como se não acreditasse no que diz. Quantos ajudam apenas na esperança de que essa ajuda tenha grande repercussão; que, em público, dão uma grande soma e que ocultamente não dariam nem um centavo! Eis porque Jesus disse: Aqueles que fazem o bem com ostentação já receberam sua recompensa. De fato, aquele que procura sua glorificação na Terra pelo bem que faz já se pagou a si mesmo. Deus não lhe deve mais nada. Resta-lhe apenas receber a punição do seu orgulho.

Que a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita é um ensinamento que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta. Mas, se existe a modéstia real, há também a fingida, isto é: a simulação da modéstia. Há pessoas que escondem a mão que dá, tendo o cuidado de deixar à mostra uma parte da sua ação, para que alguém observe o que fazem. Ridícula comédia dos ensinamentos do Cristo! Se os benfeitores orgulhosos são desconsiderados entre os homens, muito mais o serão diante de Deus! Estes também já receberam sua recompensa na Terra. Foram vistos; ficaram satisfeitos por terem sido vistos: é tudo o que terão.

Qual será, portanto, a recompensa daquele que faz pesar seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe obriga, de alguma maneira, os testemunhos de reconhecimento, que lhe faz sentir sua posição realçando as dificuldades e os sacrifícios a que se impôs por ele? Para este, nem mesmo existe a recompensa terrena, pois ele é privado da doce satisfação de ouvir abençoar seu nome. E aí está o primeiro castigo de seu orgulho. As lágrimas que ele seca em benefício de sua vaidade, ao invés de subirem ao Céu, recaem sobre o coração do aflito e o ferem. O bem que ele faz não lhe traz o menor proveito, pois, ele o lamenta, e todo benefício lamentado é moeda falsa e sem valor.

A beneficência sem exibicionismo tem um duplo mérito: além de ser caridade material é caridade moral. Ela respeita os sentimentos do beneficiado. Faz com que, em aceitando o benefício, seu amor-próprio não seja atingido, protegendo assim sua dignidade de homem, pois este poderá aceitar um serviço, mas não uma esmola. Acontece que converter um serviço em esmola, conforme a maneira como é proposto que se faça, é humilhar aquele que o recebe e sempre há orgulho e maldade em humilhar alguém. A verdadeira caridade, pelo contrário, é delicada, habilidosa e sutil em disfarçar o benefício, em evitar até as menores aparências que ferem, pois toda contrariedade moral aumenta o sofrimento do necessitado. Ela sabe encontrar palavras doces e afáveis que colocam o beneficiado à vontade em face do benfeitor, enquanto a caridade orgulhosa o humilha. O sublime da verdadeira generosidade é quando o benfeitor, invertendo os papéis, encontra um meio de parecer ser ele próprio o beneficiado frente àquele a quem presta um favor. Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que faz a mão direita.

Evangelho segundo o espiritismo, cap. 13, item 3.

A viagem de uma alma

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Um dos assuntos mais complexos na doutrina espírita é o mundo espiritual. Os espíritos quando se comunicam não podem descrever minuciosamente o ambiente espiritual, não somente por não existir vocabulário nos idiomas da terra que pudesse exprimir de modo claro o assunto, mas sobretudo porque a verdade deve ser uma busca permanente. A afirmação da existência do céu e do inferno não mais satisfaz o homem e a mulher modernos na ânsia de melhor explicação do porquê da vida e da morte, mantendo-se na angustiada situação de que a vida é um ponto de interrogação entre o berço e o túmulo. Quanto à existência do mundo espiritual não há qualquer dúvida a respeito, mercê de vários fatos concretos e trazidos ao público por meio de literatura, especialmente aquelas escritas por cientistas.

Na busca de obras que tratem do assunto, deparei-me com um livro que já vendeu mais de 150.000 exemplares. Trata-se da obra A viagem de uma alma, escrita por Peter Richelieu, editado pela Editora Pensamento. O autor narra a jornada de um homem que, depois da morte do irmão, entra em estado de depressão e implora ajuda aos céus para compreender essa perda. Seu apelo é atendido e ele recebe a visita de Acharya, um mestre indiano, que lhe diz que seu irmão está vivo e oferece-lhe uma oportunidade para se certificar disso. Valendo-se da projeção astral, ele empreende uma série de viagens aos diversos subplanos do plano astral, onde descobre que tipo de experiência aguarda os seres humanos apos a morte. Cada nível ensina alguma coisa nova e possibilita uma percepção direta dos mistérios desconhecidos da vida e da morte. Após vários encontros com os que se foram, entre os quais o irmão, ele compreende que é irracional temer a morte.

Esta obra investiga o mundo dos elementos da natureza desde fadas até anjos -, a reencarnação, o karma, a vida após a morte e o livre-arbítrio. Uma obra tão rica e cativante que faz o leitor sentir que ele próprio também está se submetendo a uma iniciação nos mistérios da vida. Na viagem astral de que trata a obra é explicitado o que seja o corpo astral, composto de matéria muito mais fina do que a física, o qual pode viajar em torno do mundo em cerca de dois minutos e meio. É uma oportunidade feliz de descobrir como vive o mundo espiritual.

Muito embora não se trate de uma obra espírita, uma vez que o seu texto não traz qualquer menção expressa, todos os homens e mulheres, iguais em espírito, quando adormecem, tendem sempre a realizar viagens astrais. Para tanto, poderão receber instruções por meio do site www.serespiritual.org.

Ubirajara Emanuel Tavares de Melo, Vice-Presidente da ADE, diretor do NEIL. Texto publicado no Jornal do Commercio de 07 de julho de 2013.