Arquivo mensal: abril 2014

NASA descobre primeiro exoplaneta habitável semelhante à Terra

OUTRA TERRA? – Astrônomos da Nasa (Agência Espacial Norte-Americana) encontraram um planeta similar à Terra, e que habita seu sol em uma zona onde poderia haver água líquida e talvez até vida. A descoberta, relatada na revista Science, do planeta chamado Kepler-186f, que está a 500 anos-luz da Terra, aumenta as esperanças de que possa haver outros planetas como o nosso no Universo. No sistema solar descoberto, orbitam a estrela que é a metade de nosso Sol e bem mais fria, outros quatro planetas. O Kepler-186f tem diâmetro 10% maior que o da Terra e não se sabe ainda qual é sua massa ou composição, apesar de acreditar-se que é um planeta rochoso como a Terra. As dúvidas são porque o planeta só é observado pela sombra que causa em sua estrela.

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Concepção Artística

Segundo modelos teóricos sobre a formação planetária, estabelecidos a partir de observações, os planetas que têm raio 1,5 vez inferior ao da Terra têm poucas chances, por causa do seu tamanho, de acumular uma atmosfera espessa como os planetas gasosos gigantes do nosso sistema solar.

“Nestes anos aprendemos que há uma transição líquida entre os exoplanetas cujo raio é 1,5 vez o da Terra”, explica Stephen Kane, um astronauta da Universidade de San Francisco, co-autor da descoberta.

“Quando o raio é entre 1,5 e 2 vezes o do raio terrestre, os planetas são grandes o suficiente para acumular uma atmosfera espessa de hidrogênio e hélio”, acrescentou.

O exoplaneta Kepler-186f tem raio 1,1 vez maior do que o da Terra e entra na categoria de planetas rochosos do nosso Sistema Solar, como Terra, Marte e Vênus.

“Levando em conta o pequeno tamanho do planeta, tem grandes possibilidades de ser rochoso e ter uma atmosfera. Se essa atmosfera oferecer boas condições, a água pode existir em estado líquido na superfície”, explica à AFP Emelie Bolmont, pesquisadora da Universidade de Bordeaux, França, que participou da descoberta.

Bolmot acrescentou que, para se ter certeza de que é realmente rochoso, “seria preciso obter a massa do planeta, o que não é possível com os instrumentos atuais”.

O Kepler-186f está em um sistema estelar situado a 490 anos-luz do Sol (um ano luz = 9,46 trilhões de quilômetros, significa que a luz emitida demora 490 anos, do nosso calendário comum, para se tornar visível para nós, ou seja, a luz que vemos agora, foi emitida mais ou menos quando Pedro Álvares Cabral navegava por águas brasileiras e pode até ser que ontem algum asteroide tenha fulminado o nosso recém descoberto planeta, mas só vamos ficar sabendo daqui a 490 anos) e conta com outros cinco planetas, todos de tamanho parecido com o da Terra, mas situados fora da zona habitável.

Em novembro de 2013, os astrônomos consideraram que existem bilhões de planetas de tamanho terrestre potencialmente habitáveis. Essa conclusão se baseia nas observações do telescópio espacial Kepler, lançado em 2009 para esquadrinhar mais de 100 mil planetas similares ao nosso e situados nas constelações de Cisne e Lira.

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Image Credit: NASA

Graças ao novo telescópio Kepler (posto em operação em 2009), o número de exoplanetas descobertos cresceu exponencialmente em 2014 (veja o gráfico).

Kepler vem tendo tanto sucesso porque é a primeira peça de tecnologia espacial que é especialmente desenvolvida em detectar pequenas mudanças na luz de estrelas distantes. O pequeno escurecimento periódico da luz vinda de uma estrela é o sinal clássico que os cientistas usam para encontrar exoplanetas.

A pluralidade dos mundos habitados sempre foi, desde o início, um dos fundamentos da Doutrina Espírita.

Na obra inaugural da doutrina – O Livro dos Espíritos – que foi tornada pública em 18 de abril de 1957, já na introdução – Parte VI – , em que Allan Kardec traça um resumo da doutrina, encontra-se o seguinte:

“Os Espíritos encarnados habitam os diferentes planetas do Universo.”

Mais adiante, na questão 55:

Todos os globos que se movem no espaço são habitados?
“Sim e o homem terreno está longe de ser, como supõe, o primeiro em inteligência, em bondade e em perfeição. Entretanto, há homens que se têm por espíritos muito fortes e que imaginam pertencer a este pequenino planeta o privilégio de conter seres racionais. Orgulho e vaidade! Julgam que Deus criou o Universo só para eles.”

Não temos dúvida, e a ciência parece que também compartilha dessa crença, da existência de vida em outros planetas. Obviamente que para o Espiritismo essa convicção vai mais além da vida simplesmente biológica, acreditamos na existência de formas de vida e de inteligência que sequer somos capazes de detectá-las em razão dos nossos limitados sentidos, ainda que auxiliados por sofisticados aparelhos.

Se a humanidade for capaz de continuar caminhando e evoluindo como vem fazendo, logo estaremos em condições de não só constatar a vida extraterrestre, como também que há vida inteligente que não depende da vida biológica e que é possível, também, nos comunicarmos. Aguardemos!

Fontes:
Nasa descobre primeiro exoplaneta habitável do tamanho da Terra – http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/afp/2014/04/17/nasa-descoberto-primeiro-exoplaneta-habitavel-do-tamanho-da-terra.htm

How Close Are We Really to Finding Life in Outer Space?http://www.policymic.com/articles/87889/how-close-are-we-really-to-finding-life-in-outer-space?utm_source=policymicFB&utm_medium=main&utm_campaign=social
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O ESPÍRITA E O MUNDO ATUAL

Centro Espírita "O Semeador"

O Espírita e o Mundo Atual

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José Herculano Pires

A Terra está passando por um período crítico de crescimento. Nosso pequenino mundo, fechado em concepções mesquinhas e acanhados limites, amadurece para o infinito. Suas fronteiras se abrem em todas as direções. Estamos às vésperas de uma Nova Terra e um Novo Céu, segundo as expressões do Apocalipse. O Espiritismo veio para ajudar a Terra nessa transição.

Procuremos, pois, compreender a nossa responsabilidade de espíritas, em todos os setores da vida contemporânea. Não somos espíritas por acaso, nem porque precisamos do auxílio dos Espíritos para a solução dos nossos problemas terrenos. Somos espíritas porque assumimos na vida espiritual graves responsabilidades para esta hora do mundo. Ajudemo-nos a nós mesmos, ampliando a nossa compreensão do sentido e da natureza do Espiritismo, de sua importante missão na Terra. E ajudemos o Espiritismo a cumpri-la.

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