Os instrumentos da Perfeição

perfeicao

O livro “Jesus no Lar”, editado pela Federação Espírita Brasileira, ditado pelo espírito Neio Lúcio, em 1949, utilizando-se da psicografia do médium Francisco Cândido Xavier, nos entrega cinquenta lições memoráveis, da lavra inigualável do nosso querido e amado Mestre Jesus – guia e modelo da Humanidade terrestre, conforme assinalado pelo Espírito de Verdade, na questão 625 de O livro dos espíritos – o qual contém a Filosofia Espiritualista, com todo o arcabouço conceitual basilar da Doutrina Espírita.

Na apresentação da primeira obra acima referenciada, Emmanuel – mentor espiritual de Chico Xavier – declara que:

Quando o Evangelho penetra o Lar, o coração abre mais facilmente a porta ao Mestre Divino. Neio Lúcio conhece esta verdade profunda e consagra aos discípulo novos, algumas das lições do Senhor, no círculo mais íntimo dos apóstolos e seguidores da primeira hora. Hoje, que quase vinte séculos são já decorridos sobre as primícias da Boa Nova, o domicílio de Simão Pedro, em Carfarnaum, se transformou no mundo inteiro. Jesus continua falando aos companheiros de todas as latitudes. Que a sua voz incisiva e doce possa gravar no livro de nossa alma a lição renovadora de que carecemos à frente do provir, convertendo-nos em semeadores ativos de seu infinito amor – é a felicidade maior a que poderemos aspirar.

Nesta mesma fonte, a lição 6 – “Os instrumentos da Perfeição” – trata de uma questão fundamental, para o nosso aprimoramento moral e espiritual, relativa aos conflitos interpessoais que vivenciamos frequentemente com a nossa parentela. Conta-nos Neio Lúcio que Simão Pedro “trazia à conversação o espírito ralado por extremo desgosto”; muito constrangido, tinha o semblante carregado e austero, por ter se agastado com um tio e um sobrinho que o destratara sem piedade, ameaçando-o, este último, até de esbofeteá-lo em plena via pública.

Depois de ouvir atentamente os desabafos contundentes do apóstolo, o Divino Mestre, indagou: – E que fizeste, Simão, ante as arremetidas dos familiares incompreensivos?

– Sem dúvida, reagi como devia! – respondeu o apóstolo,  veemente. – Coloquei cada um no lugar próprio. Anunciei, sem rebuços, as más qualidades de que são portadores. Meu tio é raro exemplar de sovinice e meu primo é mentiroso contumaz. Provei, perante numerosa assistência, que ambos são hipócritas, e não me arrependi do que fiz.

“O Mestre refletiu por minutos longos e falou compassivo”: – As pessoas com as quais nascemos e vivemos na Terra são os primeiros e mais importantes instrumentos que recebemos do Pai, para a edificação do Reino do Céu em nós mesmos. – Quando falhamos no aproveitamento deles, que constituem elementos de nossa melhoria, é quase impossível triunfar com recursos alheios, porque o Pai nos concede os problemas da vida, de acordo com a nossa capacidade de lhes dar solução.

Diante de tão expressivo ensinamento, nos resta agradecer ao Pai e a Jesus, meditar, refletir profundamente e aplicar essa inolvidável lição, no cotidiano dos nossos dias.

José Edson F. Mendonça
Membro do Instituto Espírita Gabriel Delanne, localizado na Rua São Caetano, 220, Recife – Texto publicado no Jornal do Commercio que circulou em 13/04/2014.

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