Autossabotagem

auto-obsessão-espiritismo

O assunto, que é da alçada da psicologia, muito interessa aos curiosos e estudiosos dos fenômenos psíquicos e aos espíritas, especificamente.

Na literatura espírita encontramos trabalhos e escritos falando da auto-obsessão e o que encontramos encaixa-se quase que perfeitamente no tema deste escrito que colhemos e trazemos para a sua apreciação, leitor. Esperamos que goste e compartilhe.

Autossabotagem: o que falta para você começar?
Por Andre Lima
Existe algo dentro de nós que nos leva a agir de uma forma que parece pouco inteligente e que prejudica a nossa vida. É uma força interior que genericamente chamamos de “autossabotagem”.
Coisas que poderíamos fazer para melhorar nossas vidas, a maioria delas bem simples, muitas vezes adiamos indefinidamente: se alimentar melhor, dormir um pouco mais cedo, praticar meia hora de exercício por dia, beber água ao invés de refrigerante quando se tem sede etc. É muito estranho não agir da forma que sabemos racionalmente ser a melhor.
Vou explicar mais sobre o processo da autossabotagem.
Recentemente, recebi um e-mail que dizia: “olá, André. Gosto muito de ler seus artigos. Descobri, através deles, que tenho várias questões emocionais para resolver (mágoas, medos, ressentimentos, traumas… a lista é grande rsrsrs). Muitas coisas que eu não tinha a menor consciência até então. Ainda não comecei a praticar EFT (não li ainda o manual gratuito). Neste momento, estou sem condições financeiras de fazer um curso ou de investir no tratamento online. Como você poderia me ajudar?”
Parece-me que a melhor resposta seria perguntar “como você poderia se ajudar?” ou “o que falta pra você começar?” A orientação que dei para ela foi a mais óbvia: recomendei que lesse o manual e começasse a se autoaplicar EFT o quanto antes.

Precisamos ser relembrados, por nós mesmos ou por livros, professores e orientadores, de fazer as coisas mais simples e mais óbvias. Pagamos muitas vezes para ouvir o que já sabemos que temos que fazer e ficamos satisfeitos por ter alguém que preste esse serviço.

É muito interessante observar as coisas que fazemos e deixamos de fazer para nos sabotar. A mente, sob a influência das forças inconscientes sabotadoras, encontra razões para justificar ou dar desculpas para não realizarmos as coisas mais simples que nos seriam benéficas. Quando algo é bom, mas é pago, não fazemos porque é caro e aí pensamos “ah, se fosse mais barato ou, então, de graça…”. Mas aí, quando é gratuito, não fazemos porque não temos tempo, paciência ou porque dá muito trabalho.

Outra vez, um cliente agendou uma sessão de atendimento comigo. Queria tratar uma questão ligada à autossabotagem. Sabotou-se e faltou a sessão marcada.
Essa força interior sabotadora pode parecer que surgiu simplesmente do nada, mas, na verdade, ela é um somatório de sentimentos negativos acumulados durante a nossa vida: medos, ressentimentos, traumas, mágoas, frustrações, medo de sofrer o que já sofremos no passado. Essa energia se acumula e gera pensamentos negativos com relação ao futuro e nos deixa inseguros no dia a dia. A autossabotagem é um sintoma. Indica que temos uma série de fatores emocionais em conflito.
Esses sentimentos são gerados basicamente de quatro maneiras: 1. Experiências negativas que passamos (nos deixam emoções mal resolvidas não dissolvidas); 2. Coisas que ouvimos da família, religião, escola, jornal e sociedade em geral (medos e crenças que são ensinadas pelas palavras, de geração em geração); 3. Experiências negativas que observamos de terceiros e que acabam nos marcando emocionalmente em algum nível (nos deixam medo, raiva, tristeza, frustração) e; 4. Comportamentos negativos que observamos em terceiros e que também, em algum nível, nos passam sentimentos e nos marcam (aprendemos pelos exemplos).
Observe que todas as quatro formas acima citadas são mecanismos que nos deixam impregnados de emoções negativas. Por exemplo, se somos traídos por alguém (experiência negativa que passamos), guardamos mágoas e ressentimentos. Quando ouvimos crenças e palavras negativas dos nossos pais e da sociedade em geral, começamos também a sentir aquelas emoções de medo, raiva, frustração etc. Quando vemos alguém passando por situações difíceis (um amigo indo à falência nos negócios ou uma relação cheia de briga entre os pais) absorvermos também emoções de tristeza e outras. Ao observarmos comportamentos negativos, aprendemos a nos sentir e agir daquela forma.

A autossabotagem cresce na medida em que essas emoções vão se acumulando. Em um nível mais baixo de acúmulo, o reflexo em nossas ações e pensamentos será sutil e pouco prejudicial. Nos níveis mais altos, essa força cresce de forma a causar preguiça, procrastinação, pessimismo, depressão. Inconscientemente, agimos negativamente prejudicando nossos relacionamentos, vida profissional e saúde física.

Certa vez atendi uma moça que não conseguia manter relacionamentos por muito tempo. Sentia tanto ciúme e insegurança que ela mesma resolvia acabar o relacionamento. Depois ficava frustrada, mas, ainda assim, repetia o mesmo comportamento no relacionamento seguinte.
Utilizamos a EFT para trabalhar e dissolver um sentimento de abandono que ela guardava da infância. O pai havia abandonado a família quando ela era muito pequena e isso gerou uma grande insegurança. Após resolver essa questão emocional, seu comportamento mudou profundamente no relacionamento seguinte e todo o ciúme e insegurança foram embora.
Antes ela não conseguia entender a razão daquele comportamento tão sabotador. Agir daquela maneira parecia uma coisa irracional, sem a mínima lógica, mas, na verdade, havia todo um fundamento emocional inconsciente. Ela não sabia que tinha aqueles sentimentos guardados naquela intensidade e nem tinha noção de que aquilo era o gerador de tantos comportamentos negativos.
Em outra oportunidade atendi um homem com um padrão de comportamento que o levava a autos e baixos constantes nos negócios. Ele dizia que, quando tudo começava a ir muito bem, surgia um sentimento de acomodação e preguiça. Isso o levava a perder clientes e tomar atitudes estranhas que prejudicavam muito seu trabalho. Perdia tudo, ficava endividado e depois se recuperava e repetia o ciclo. Após algumas sessões onde trabalhamos medos, situações da infância, sentimentos de fracasso de experiências anteriores, o comportamento sabotador reduziu até desaparecer.
Sempre há uma causa ou várias que nos levam a agir de forma sabotadora. Nunca é por acaso. Cada ser humano tem a sua “coleção” emocional negativa que é a base que gera a autossabotagem. É preciso investigar para descobrir e dissolver com a EFT.

Fonte: http://www.eftbr.com.br/content/autossabotagem-o-que-falta-pra-voc%C3%AA-come%C3%A7ar. Acessado em 19 out. 2015.

Sugere-se, também, o seguinte artigo: http://exame.abril.com.br/estilo-de-vida/noticias/autossabotagem-o-medo-de-ser-feliz

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