Arquivo mensal: novembro 2015

A reforma íntima. Por que realizá-la?

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Por Luiz Guimarães

Dentre os pressupostos da Doutrina Espírita, há um que se impõe para todo aquele que deseja elevar-se: a reforma íntima. Essa atitude é pessoal, intransferível e só acontece se nos conhecermos.

Para tal é preciso uma reflexão profunda para observarmos nossas inúmeras imperfeições e extirpá-las da nossa prática diária. Antes de tudo, a humildade é a virtude de primeira grandeza para encetarmos esse trabalho. Quando comungamos com ela, afastamos de imediato o orgulho, a prepotência, a vaidade, dentre tantos outros infortúnios que nos assolam.

O livro Reforma Íntima Sem Martírio, psicografia do espírita Ermance Dufaux, por Wanderley Soares de Oliveira, expõe claramente que não devemos nos culpar nem tampouco nos condenar. Devemos sim nos perdoar antes de tudo e seguirmos adiante buscando não mais errar como dantes. À mulher flagrada em adultério Jesus disse: “Vai, e de agora em diante não peques mais”.

Ainda na mencionada obra consta:

“… A única postura que nos assegurará a mínima certeza de que algo estamos realizando em favor de nossa ascensão espiritual, na carne ou fora dela, é a continuidade que damos aos projetos de renovação que idealizamos”.

Há incontáveis trabalhos que ratificam essa assertiva que nos impulsiona para a necessária reforma.

Devemos aperceber-nos de que a presente existência, como outras que ainda teremos, é uma escola cujo escopo é essencialmente evolutivo e para tal, cumpre-nos o aperfeiçoamento intelectual e moral. Esse é o programa a ser enfrentado.

Essas oportunidades são oferecidas pelo Pai por conta da sua Misericórdia Infinita. Apesar de sermos falhos em diversos aspectos da vida. Ele nos oportuniza sempre novas condições de crescimento. Se nessa existência plantamos sementes do bem em sua maior amplitude, envolvendo virtudes como a caridade, estaremos edificando nossas caminhadas futuras, onde poderemos colher frutos bem melhores do que os atuais.

Trata-se de um processo de certa forma lento, face ao nosso orgulho que impede que nossa evolução tenha mais celeridade. Contudo, isso pode ser revertido, a depender da nossa coragem e perseverança na busca desse objetivo.

Tenhamos em mente que o resultado desse esforço recairá principalmente nós mesmos. Mas de forma indireta atingirá os que nos cercam face ao exemplo que poderemos ligar. No nosso dia a dia sempre temos em quem nos espelharmos e quem assim proceder estará refletindo imagens e atitudes dignas de serem seguidas.

Jesus foi o exemplo maior que tivemos! Ele pregou com a sua Santa Palavra a forma como nos conduzirmos e deixou-nos a prática do bem como sendo a semente que nós devemos germinar. Esse trabalho evolutivo é comum a todos nós. A estrada é única cada um com sua trilha e responsabilidade. Enfim, nós construímos as páginas da nossa história que dependendo dos nossos atos, trará benefícios ou não na existência futura…

Texto publicado no Jornal do Commercio.