Arquivo mensal: julho 2017

Valorizando a Vida

cvv“Viver é a Melhor Opção”

O CVV – Centro de Valorização da Vida – estará promovendo no sábado, 05 de agosto, a partir das 14h, no Colégio de Aplicação da UPE em Petrolina, um treinamento para voluntários.

O CVV é uma entidade de âmbito nacional, apolítica e sem cunho religioso (não obstante, muitos religiosos atuam como voluntários no CVV), é uma organização sem fins lucrativos e se propõe, através do diálogo fraterno, a prevenir o suicídio.

É um serviço mantido pelos próprios voluntários e o serviço é gratuito para todos. As características do atendimento são: sigilo absoluto, anonimato e privacidade de quem faz a ligação. O CVV é o sexto serviço telefônico mais acionado no Brasil, em média uma ligação a cada 35 segundos.

De 2013 a 2015, Petrolina registrou 32 casos de suicídio. Juazeiro registrou 19 casos de suicídio no mesmo período. A Organização Mundial da Saúde reconhece a importância das organizações voluntárias – como os Samaritanos em Londres, ou o CVV no Brasil – que oferecem ajuda por telefone ou pela internet.

Segundo a OMS, desde que existam condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional, 90% dos casos de suicídio podem ser evitados.

“Os voluntários do CVV aprendem a perceber o valor da escuta numa sociedade onde a maioria absoluta das pessoas simplesmente não tem tempo, nem paciência para ouvir o outro.” disse André Trigueiro, jornalista.

Horário de atendimento em Petrolina é de segunda a sábado, das 14h às 21h30, pelo Fone: (87) 3861-5033.

O serviço também é oferecido pela internet e redes socais. Para saber mais, acesse: www.cvv.org.br

 

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A porta larga do comodismo

No livro de Números, cap. 14, encontramos passagem muito instrutiva:

E todos os filhos de Israel murmuraram contra Moisés e contra Arão; e toda a congregação lhes disse: Quem dera tivéssemos morrido na terra do Egito! ou, mesmo neste deserto!
E por que o Senhor nos traz a esta terra, para cairmos à espada, e para que nossas mulheres e nossas crianças sejam por presa? Não nos seria melhor voltarmos ao Egito?
E diziam uns aos outros: Constituamos um líder, e voltemos ao Egito.

O povo hebreu, escravizado no Egito, sonhava com a liberdade, clamava por ela. Surgida a oportunidade da conquista, nas primeiras dificuldades, passam a murmurar e admitir o retorno ao Egito, o que se significava voltar à condição de escravo.

Esse comportamento é atávico. Todos querem e sonham com a liberdade e o poder que daí advém. No entanto, tudo tem um preço, não há bônus sem o corresponde ônus. Ser livre implica em ter que lutar todos os dias pela manutenção da autonomia, de obter e conquistar tudo o que garante essa liberdade. Essa característica de abandonar a luta diante das primeiras dificuldades é muito comum e recorrente. Querer usufruir de algo que se considera bom e benéfico é comum e recorrente, mas ter que assumir a responsabilidade correspondente, aí já começa a complicar.

Muitos, por isso, acabam por aceitar a porta larga das soluções fáceis e instantâneas, inclusive o retorno à escravidão. A liberdade e o livre-arbítrio são coisas difíceis de se conquistar e lidar, é preciso esforço para conquistá-la e todos os dias reiniciar a luta pela sua manutenção e pelo constante aprendizado no bom uso dessas faculdades. As dificuldades da luta fazem muitos desistirem e, como na passagem bíblica, até cogitar em se submeter à escravidão que antes era abominada, nas suas variadas formas.

Todos queremos ser livres. Porém, estamos dispostos a lutar por merecer?