Arquivo da categoria: André Luiz

O Grande Doador

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?
(João 11:25-26)

Ele não era médico e levantou paralíticos e restaurou leprosos, usando o divino poder do amor.

Não era advogado e elegeu-se o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo.

Não possuía fazendas e estabeleceu novo reino na Terra.

Não improvisava festas e consolou os tristes e reergueu o bom ânimo das almas desesperadas.

Não era professor consagrado e fez se o Mestre da Evolução e do aprimoramento da Humanidade.

Não era Doutor da Lei e criou a universidade sublime do bem para todos os espíritos de boa vontade.

Padecendo amarguras – reconfortou a muitos.

Tolerando aflições – semeou a fé e a coragem.

Ferido – curou as chagas morais do povo.

Supliciado – expediu a mensagem do perdão e do amor, em todas as direções.

Esquecido pelos mais amados – ensinou a fraternidade e o reconhecimento.

Vencido na cruz – revelou a vitória da vida eterna, em plena e gloriosa ressurreição, renovando os destinos das nações e santificando o caminho dos povos.

Ele não era, portanto, rico e engrandeceu os celeiros dos séculos.

Quem oferecer, assim, o coração, em homenagem ao Divino Amor na Terra, poderá, desse modo, no exemplo de Jesus, embora anônimo, aflito, apagado ou crucificado, atender à santificada colaboração com Deus, a benefício da Humanidade.

Espírito: ANDRÉ LUIZ
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: “Antologia Mediúnica do Natal” – Edição FEB
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Estudando André Luiz

serie andre luiz

Com este tema, o CELAC promoveu neste final de semana, durante o carnaval fora de época da cidade de Juazeiro/BA, uma rodada de estudo das obras de André Luiz, que retratam a vida no plano espiritual e suas relações com a realidade material em que vivemos.

O sucesso do encontro estimulou a equipe a estudar a implantação de um estudo sistematizado das obras mediúnicas do autor espiritual que chegou até nós pelas mãos do médium Chico Xavier em meados do século passado e que até hoje é fonte de inúmeros apontamentos doutrinários e relevantíssimos para o desenvolvimento e pleno conhecimento da doutrina espírita.

Assim que for definida a data de início dos encontros de estudo – que já se sabe serão nas tardes de sábado – estaremos divulgando por este veículo.

Como diz Emmanuel, a maior caridade que se faz pela doutrina espírita é a sua divulgação.

Parabéns ao CELAC e toda a equipe pela feliz iniciativa.

 

Céu e inferno

ceu-e-inferno
Por Isabelle Sarmento – voluntária do Lar Espírita Chico Xavier

Ao contrário do que muita gente pensa, o umbral não é o inferno do espírita, tampouco as colônias espirituais, o Céu. Não é, simplesmente, uma mudança de nomenclatura, como substituir o “amém” pelo “assim seja”. A forte influência de religiões tradicionais faz com que o novato no Espiritismo (ou aquele que não se habituou a estudá-lo) conceba a nova crença apenas como transferência de rituais e dogmas de outras denominações religiosas, uma mera troca da hóstia pelo passe.

Allan Kardec, responsável por organizar pedagogicamente os postulados da Doutrina dos Espíritos, explica que o Espiritismo busca, sobretudo, a renovação e a transformação das almas a partir do amor ao próximo, da benevolência e do perdão das ofensas. E essa reforma íntima dá-se a partir da compreensão da justiça e da providência divinas, das leis de evolução e de causa e efeito, ancoradas pelo esclarecimento da preexistência e sobrevivência da alma, da vida futura e da reencarnação.

Palavra usada no movimento espírita pela primeira vez por André Luiz, médico desencarnado que escreveu a série Nosso Lar através da mediunidade de Chico Xavier, umbral é o “estado ou lugar transitório por onde passam as pessoas que não souberam aproveitar a vida na Terra”. O sentido primeiro do termo é o de “entrada, limiar”. Seria uma região espiritual (não necessariamente circunscrita) imediata ao mundo material, uma perturbação inicial após o desencarne, cuja duração equivale ao estado moral do Espírito. Se endividado e em desequilíbrio, permanece perturbado por mais tempo, se consciente e prudente, a perturbação assemelha-se a breve confusão mental.

O Espírito após a morte não será castigado pelo Deus dos Exércitos com o Inferno ou premiado pelo Pai Amantíssimo com o Céu, mas receberá as recompensas proporcionais ao seu estado de desgraça ou ventura. Jesus nos ensinou que “a semeadura é livre, mas a colheita é obrigatória”. Se ainda não colhemos o que plantamos – de bom ou de ruim – nessa vida, receberemos o fruto da semeadura no futuro, seja no mundo espiritual ou numa próxima oportunidade na Terra. Como ensina Kardec, “a certeza da vida futura não exclui as apreensões quanto à passagem desta para a outra vida. Há muita gente que teme não a morte, em si, mas o momento da transição”.

O inferno e o Céu não passam de estados de espírito, tornando-se condições de sofrimento ou felicidade a que estão sujeitos os Espíritos por suas próprias atitudes, pensamentos e sentimentos. Não é demais lembrar que Espíritos somos todos nós, encarnados e desencarnados, experienciando nossos infernos e paraísos particulares. A diferença é que estamos “presos nessa cela de ossos, carne e sangue”, no mais, somos absolutamente iguais a eles, com alegrias e frustrações, virtudes e defeitos, medos e desejos. Aos interessados em conhecer mais sobre a passagem da vida corporal à vida espiritual, as penalidades e recompensas futuras, os anjos e demônios, sugerimos a leitura de O Céu e o inferno ou A justiça divina segundo o Espiritismo, de Allan Kardec.