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O verdadeiro casamento

O Casamento geralmente é vivido de forma equivocada e puramente materialista dentro de uma ótica do que ele deveria realmente vir a ser, uma realidade mais ampla, profunda e evolutiva. Procurarei transmitir em algumas palavras, impressões do que tenho aprendido durante minha comunhão sagrada do caminho espiritual na minha vivência no casamento, e o que isto tem significado no aprendizado do dia-a-dia.

Trago amorosamente aos que aqui chegaram estas minhas impressões, que tem como objetivo orientar os que gostariam de melhorar seus relacionamentos elevando-os a uma esfera espiritual e evolutiva e que traga um novo sentido para suas vidas conjugais.

A união conjugal tem como objetivo, tanto a polaridade masculina como feminina, trabalhar entre si o desenvolvimento da união do casal com sua alma e transcenderem entre si suas inferioridades. Ou seja, cada um deve ajudar o outro a casar com sua própria alma.

O que torna a união conjugal verdadeira são metas elevadas como a construção e a busca de uma vida consagrada ao que é imaterial, ao que é Divino.

O que torna um relacionamento limitado, efêmero e polarizado somente no modo da paixão e ignorância é a busca de “construir” uma “segurança” através de uma vida puramente material.

O ritual religioso do casamento não muda em nada o que já está programado no interior de cada um dos cônjuges. É efêmero e por que não dizer dispensável o ato religioso, vez que, nada material nesse sentido altera o espiritual. O amor é o ritual divino, digo assim, porque vejo a maioria das pessoas temerosas de que se não casar na igreja, não tem a bênção de Deus. Será?

Será que Deus anula o amor que existe entre duas criaturas só pelo fato de não concordarem com a obrigatoriedade do casamento religioso? Casar civilmente se torna uma necessidade perante a lei material, já que ambos tem a responsabilidade da administração dos bens da terra conseguidos a grandes esforços para a sobrevivência física.

Deus planejou o casamento para os seres humanos, e seu propósito divino não é simplesmente a procriação. Ela é apenas um dos aspectos. A finalidade espiritual do casamento é capacitar a alma a revelar-se a si mesma e a buscar o outro permanentemente para descobrir sempre novas perspectivas do outro ser. Quanto mais isso acontecer, mais feliz será o casamento, mais firmes e seguras serão suas raízes e menos estará exposto ao perigo de um final desastrado. Desse modo, ele cumprirá sua razão de ser espiritual. A situação que vemos na nossa sociedade nos dias de hoje são fatos que prova mais que as palavras a inutilidade do ritual religioso. Me arrisco a dizer que 80% dos casais que receberam a bênção dentro de sua religião, após dois anos no máximo, hoje estão separados, sabe por quê, porque foram para igreja unidos pela carne e não pelo espírito.

Temos grande respeito pelas festividades e celebrações, no entanto o que está em questão é: se não casar na igreja estão casado ou não? Eu digo que sim, se há amor entre os dois; digo que não, se não há amor.

Por Cezar Mário
Casa Espírita Raios de Luz – Salgueiro/PE
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Qual o Papel da Família?

Conquanto seja o lar a escola por excelência […] [os pais] jamais deverão descuidar-se de aproximá-los dos serviços da evangelização, em cujas abençoadas atividades se propiciará a formação espiritual da criança e do jovem diante do porvir.

Bezerra de Menezes¹

A família assume relevante função no processo evolutivo dos Espíritos reencarnantes. A maternidade e a paternidade constituem verdadeiras missões, visto que “Deus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem” (O Livro dos Espíritos, questão 582). Os pais e familiares representam, nesse sentido, evangelizadores por excelência, assumindo séria tarefa educativa junto às crianças e aos jovens que compõem seu núcleo familiar:

[…] inteirai-vos dos vossos deveres e ponde todo o vosso amor em aproximar de Deus essa alma; tal a missão que vos está confiada e cuja recompensa recebereis, se fielmente a cumprirdes. Os vossos cuidados e a educação que lhe dareis auxiliarão o seu aperfeiçoamento e o seu bem-estar futuro. Lembrai-vos de que a cada pai e a cada mãe perguntará Deus: Que fizestes do filho confiado à vossa guarda?” (Santo Agostinho, O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. 14, it. 9).

Tendo em vista a relevante orientação, os núcleos familiares devem promover um ambiente doméstico afetuoso, coerente e evangelizador, de modo a favorecer o desenvolvimento moral dos filhos e a orientá-los para o caminho do bem. A reunião de Evangelho no Lar representa especial momento de estudo em família, convivência e aprendizagem, e os grupos e reuniões de pais oferecidos pelas Instituições Espíritas podem auxiliá-los a melhor compreenderem a sublime oportunidade da maternidade e da paternidade. Portanto, “que os pais enviem seus filhos às escolas de evangelização, interessando-se pelo aprendizado evangélico da prole, indagando, dialogando, motivando, acompanhando…” (Guillon Ribeiro).

1 – Bezerra de Menezes (Mensagem recebida pelo médium Júlio Cezar Grandi Ribeiro, em sessão pública no dia 2/8/1982, na Casa Espírita Cristã, em Vila Velha, Espírito Santo. Fonte: Apostila Opinião dos Espíritos sobre a Evangelização Espírita Infantojuvenil, FEB)

Vida a Dois

É possível encontrar na Terra um casal perfeito?

Um par feliz, em que cada um, com as suas possibilidades, complete o outro sem exigências, sem ferir e magoar?

Podemos dizer que um casamento perfeito pressupõe a união de duas pessoas perfeitas. Porém, isso é impossível aqui em nosso mundo, ainda tão imaturo espiritualmente. No entanto, não obstante os defeitos que ainda predominam em nossa sociedade, sabemos de casais que vivem muito bem e gozam de uma relativa felicidade, já que a felicidade plena e total só a conheceremos quando atingirmos patamar evolutivo para tal, conforme nos ensinou o Cristo ao dizer-nos “sede perfeitos”.

Esses casais felizes são pessoas comuns que lutam com dificuldades profissionais, familiares, e até mesmo íntimas, porém, possuem o firme propósito de alcançarem a paz junto ao cônjuge e com as pessoas que os rodeiam.

O autor nos apresenta episódios embaraçosos na relação entre cônjuges, acentuados de forma divertida pelo ilustrador, destacando sempre que um casamento, para perdurar, precisa de ajustes simples e cuidados especiais.

Leitura obrigatória para solteiros e altamente recomendável aos casados.

Em Petrolina (PE), a obra pode ser adquirida na Livraria Yvonne do Amaral Pereira, na Fraternidade Espírita Jerônimo Mendonça