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A viagem de uma alma

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Um dos assuntos mais complexos na doutrina espírita é o mundo espiritual. Os espíritos quando se comunicam não podem descrever minuciosamente o ambiente espiritual, não somente por não existir vocabulário nos idiomas da terra que pudesse exprimir de modo claro o assunto, mas sobretudo porque a verdade deve ser uma busca permanente. A afirmação da existência do céu e do inferno não mais satisfaz o homem e a mulher modernos na ânsia de melhor explicação do porquê da vida e da morte, mantendo-se na angustiada situação de que a vida é um ponto de interrogação entre o berço e o túmulo. Quanto à existência do mundo espiritual não há qualquer dúvida a respeito, mercê de vários fatos concretos e trazidos ao público por meio de literatura, especialmente aquelas escritas por cientistas.

Na busca de obras que tratem do assunto, deparei-me com um livro que já vendeu mais de 150.000 exemplares. Trata-se da obra A viagem de uma alma, escrita por Peter Richelieu, editado pela Editora Pensamento. O autor narra a jornada de um homem que, depois da morte do irmão, entra em estado de depressão e implora ajuda aos céus para compreender essa perda. Seu apelo é atendido e ele recebe a visita de Acharya, um mestre indiano, que lhe diz que seu irmão está vivo e oferece-lhe uma oportunidade para se certificar disso. Valendo-se da projeção astral, ele empreende uma série de viagens aos diversos subplanos do plano astral, onde descobre que tipo de experiência aguarda os seres humanos apos a morte. Cada nível ensina alguma coisa nova e possibilita uma percepção direta dos mistérios desconhecidos da vida e da morte. Após vários encontros com os que se foram, entre os quais o irmão, ele compreende que é irracional temer a morte.

Esta obra investiga o mundo dos elementos da natureza desde fadas até anjos -, a reencarnação, o karma, a vida após a morte e o livre-arbítrio. Uma obra tão rica e cativante que faz o leitor sentir que ele próprio também está se submetendo a uma iniciação nos mistérios da vida. Na viagem astral de que trata a obra é explicitado o que seja o corpo astral, composto de matéria muito mais fina do que a física, o qual pode viajar em torno do mundo em cerca de dois minutos e meio. É uma oportunidade feliz de descobrir como vive o mundo espiritual.

Muito embora não se trate de uma obra espírita, uma vez que o seu texto não traz qualquer menção expressa, todos os homens e mulheres, iguais em espírito, quando adormecem, tendem sempre a realizar viagens astrais. Para tanto, poderão receber instruções por meio do site www.serespiritual.org.

Ubirajara Emanuel Tavares de Melo, Vice-Presidente da ADE, diretor do NEIL. Texto publicado no Jornal do Commercio de 07 de julho de 2013.
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Mediunidade e Ciência

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Não se tem muitas notícias sobre pesquisas sérias no campo da mediunidade. Merece destaque, portanto, o artigo publicado na revista Inovação!Brasileiros número 7 – fevereiro/março 2013.

A pesquisa foi conduzida por cientistas brasileiros e norteamericanos com diversos médiuns de diferentes idades, sexo e tempo de atividade medianímica, seguindo critérios rigorosos de controle e metodologia.

Os comitês de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e da Universidade da Pensilvânia autorizaram o estudo, e todos os participantes assinaram termos de consentimento.

Os médiuns que participaram da pesquisa são todos psicógrafos.

Os escritos, todos elaborados durante 25 minutos sem pausa, foram avaliados por um brasileiro com doutorado em literatura brasileira, com grande experiência em corrigir redações elaboradas em vestibulares de uma das principais universidades brasileiras.

Um dos resultados confirmou o que a experiência já revelava e os espíritos superiores já haviam advertido: a influência anímica do médium diminui com o tempo e com o treinamento mediúnico.

Os médiuns foram convidados a escrever sobre um determinado tema inédito para cada um, em vigília. Depois, em estado de transe, foram convidados a escrever sobre outros temas de complexidade semelhante.

Os médiuns experientes mencionaram um transe mais profundo, com consciência turvada, frequentemente relatando estar fora do corpo e ter pouca ou nenhuma consciência do que escreviam. Médiuns menos experientes estavam em estado de transe menos pronunciado e relataram, geralmente, estarem escrevendo frases ditadas a eles por espíritos.

Um dos resultados da pesquisa constatou que os médiuns experientes, ao escreverem em estado de transe, apresentaram decréscimo de fluxo sanguíneo cerebral nas mesmas regiões em comparação à escrita da condição controle – a diferença foi significativa na comparação com os menos experientes.

O resultado ainda é preliminar e muitas outras pesquisas serão necessárias para se chegar cientificamente a conclusões acerca da mediunidade, mas já é um indicativo de que a possibilidade de assimilação de ideias e pensamentos emitidos por outras inteligências – mente a mente – é algo que será confirmado pela ciência. Aguardemos.

Mediunidade e Responsabilidade

estudo

O médium necessita estudar continuamente a Doutrina Espírita? Não lhe basta a assistência e orientação que receba do seu Guia Espiritual? Não lhe basta frequentar com regularidade as reuniões mediúnicas?

Estes são questionamentos comuns no meio espírita, ainda.

No livro Desafios da Mediunidade, ditado pelo espírito Camilo, pelo médium Raul Teixeira, pergunta 53, encontramos:

Há necessidade de estudo para o exercício da mediunidade?

Sem qualquer margem de dúvida… Para dar vazão a manifestações espirituais não é necessário, de fato, qualquer conhecimento. Aliás, a ignorância transforma-se no ‘caldo de cultura’ ideal para determinados desencarnados que desejam dominar consciências, impor-se pelo temor ou submeter pela força. Todo médium que pretende qualificar, positivamente, a sua atuação mediúnica, dando-lhe lucidez e utilidade, para os objetivos do Cristo e dos Seus Prepostos, o estudo torna-se fundamental.”

Conforme se lê no livro O Consolador, da lavra mediúnica de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, pergunta 392:

Pode contar um médium, de maneira absoluta, com os seus guias espirituais, dispensando os estudos?

(…) O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação. Somente deste modo poderá habilitar-se para o desempenho da tarefa que lhe foi confiada, cooperando eficazmente com os Espíritos sinceros e devotados ao bem e à verdade.
(…) O costume de tudo aguardar de um guia pode transformar-se em vício detestável, infirmando as possibilidades mais preciosas da alma. Chegando-se a esse desvirtuamento, atinge-se o declive das mistificações e das extravagâncias doutrinárias, tornando-se o médium preguiçoso e leviano, responsável pelo desvio de sua tarefa sagrada.”

A autoiluminação pelo estudo continuado e bem aprendido, e pela prática cotidiana dos conhecimentos nobres assimilados, diz respeito não somente aos médiuns, mas a todos os espíritas que desejam sinceramente a sua correta divulgação, visando acima tudo o esclarecimento da humanidade.

Baseado no Editorial do Jornal Mundo Espírita, nº 1452/ jul-2005, Curitiba-PR.