Arquivo da categoria: Religiões

Estado laico

Um autocrata é alguém que usa dos meios necessários para impor seu ponto de vista, suas vontades. Se é um político, usará justamente do apoio popular quando perceber que parcela significativa da população também tem o mesmo “perfil”, o de impor suas “verdades” aos outros.

O discurso de laicidade não é novo e violações ao princípio do Estado Laico não é novidade. Laicidade significa não afirmar e não negar Deus e essa laicidade deve ser praticada como respeito às crenças de cada um e de todos (inclusive a crença em não ter crença), sem imposições e com respeito à convivência.

Um exemplo prático foi Mahtma Ghandi. Era induísta, mas no tempo em que morou e trabalhou na África do Sul, como advogado, fazia questão de dar a seus funcionários o direito de cada um expressar e viver sua fé. Respeitava seus feriados e hábitos, fossem eles judeus, cristãos ou mulçumanos, dava o direito de cada um a sua própria religiosidade e individualidade. Só havia um proibição: o desrespeito.

Mahtma Ghandi era hindu e, como era chefe e patrão, poderia impor sua crença e hábitos no seu escritório, mas fazia justamente o contrário, não somente se recusava “o direito” de impor e proibir, como fazia questão de que cada um exercesse com liberdade e respeito sua própria fé.

Para isso autorizava folgas, liberava os funcionários nos horários específicos dos rituais e assim por diante. É um exemplo que infelizmente não é considerado pela maioria das pessoas.

Vemos em órgãos públicos, por exemplo, imagens e crucifixos, que configuram um desrespeito ao princípio do Estado Laico e aos que professam crenças que não admitem culto de imagens. Num ambiente público e estatal não tem cabimento uma manifestação dessa natureza.

Estado Laico é, portanto, estado que respeita a convivência e a pluralidade de crenças e não crenças, abdicando de professar ou patrocinar qualquer forma de manifestação, seja afirmando ou negando uma crença ou religião.

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Cinco casos intrigantes de suposta reencarnação

http://www.mundointrigante.com.br/5-casos-intrigantes-suposta-reencarnacao/

Todas as religiões se identificam num ponto: a alma e a sua sobrevivência à destruição do corpo físico.

No entanto, a reencarnação não é ponto pacífico. Nesta matéria temos a descrição de alguns casos com fortes evidências da ocorrência do que os espíritas denominam multiplicidade de existências.

Boa leitura.

Os vieses da vingança

Alguns filósofos a encaram como um reparo desejável contra a injustiça, outros como desnecessária por abalar a tranquilidade de quem a persegue. Apesar de opostas, as duas visões concordam em um ponto: a vingança interfere em nossas possibilidades de ser feliz

Muitos, obviamente, se questionam sobre a sugestão psicanalítica para a vingança. A resposta é simples, não há.

Filosofia e Psicanálise se aproximam quando constatam que não é fácil viver. De que não existem respostas prontas ou universais para todos os casos. Por isso, os conselhos geralmente são ruins e desnecessários. O único convite que ambos sugerem é o de refletir melhor sobre a vida que se leva. Sobre as decisões a se tomar. Pensar sobre nossas tristezas e possibilidades de alegria. Com ou sem vingança. Questão genuinamente filosófica sobre a vida que vale a pena ser vivida.

Trecho de artigo publicado no portal ‘Ciência & Vida’.

Para ler o artigo completo, acesse: psiquecienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/46/artigo170084-6.asp