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Valorizando a Vida

cvv“Viver é a Melhor Opção”

O CVV – Centro de Valorização da Vida – estará promovendo no sábado, 05 de agosto, a partir das 14h, no Colégio de Aplicação da UPE em Petrolina, um treinamento para voluntários.

O CVV é uma entidade de âmbito nacional, apolítica e sem cunho religioso (não obstante, muitos religiosos atuam como voluntários no CVV), é uma organização sem fins lucrativos e se propõe, através do diálogo fraterno, a prevenir o suicídio.

É um serviço mantido pelos próprios voluntários e o serviço é gratuito para todos. As características do atendimento são: sigilo absoluto, anonimato e privacidade de quem faz a ligação. O CVV é o sexto serviço telefônico mais acionado no Brasil, em média uma ligação a cada 35 segundos.

De 2013 a 2015, Petrolina registrou 32 casos de suicídio. Juazeiro registrou 19 casos de suicídio no mesmo período. A Organização Mundial da Saúde reconhece a importância das organizações voluntárias – como os Samaritanos em Londres, ou o CVV no Brasil – que oferecem ajuda por telefone ou pela internet.

Segundo a OMS, desde que existam condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional, 90% dos casos de suicídio podem ser evitados.

“Os voluntários do CVV aprendem a perceber o valor da escuta numa sociedade onde a maioria absoluta das pessoas simplesmente não tem tempo, nem paciência para ouvir o outro.” disse André Trigueiro, jornalista.

Horário de atendimento em Petrolina é de segunda a sábado, das 14h às 21h30, pelo Fone: (87) 3861-5033.

O serviço também é oferecido pela internet e redes socais. Para saber mais, acesse: www.cvv.org.br

 

Os vieses da vingança

Alguns filósofos a encaram como um reparo desejável contra a injustiça, outros como desnecessária por abalar a tranquilidade de quem a persegue. Apesar de opostas, as duas visões concordam em um ponto: a vingança interfere em nossas possibilidades de ser feliz

Muitos, obviamente, se questionam sobre a sugestão psicanalítica para a vingança. A resposta é simples, não há.

Filosofia e Psicanálise se aproximam quando constatam que não é fácil viver. De que não existem respostas prontas ou universais para todos os casos. Por isso, os conselhos geralmente são ruins e desnecessários. O único convite que ambos sugerem é o de refletir melhor sobre a vida que se leva. Sobre as decisões a se tomar. Pensar sobre nossas tristezas e possibilidades de alegria. Com ou sem vingança. Questão genuinamente filosófica sobre a vida que vale a pena ser vivida.

Trecho de artigo publicado no portal ‘Ciência & Vida’.

Para ler o artigo completo, acesse: psiquecienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/46/artigo170084-6.asp

A depressão e os músculos

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Por Drauzio Varella

Que a prática de exercícios está associada à sensação de bem-estar, todos reconhecem. Nem por isso, nós nos sentimos motivados a incorporá-los à vida cotidiana, prática que exige esforço e disciplina.

Depois de caminhar, correr, nadar ou pedalar, entramos num estado de paz e tranquilidade mental, quase inacessível nos dias sedentários. Com os músculos exaustos, ficamos mais relaxados, otimistas e autoconfiantes.

Embora essas sensações sejam conhecidas por qualquer pessoa que se disponha a caminhar alguns quilômetros, o mecanismo pelo qual a atividade física exerce influência sobre o cérebro, a ponto de alterar o humor e o estado de espírito, é mal conhecido.

Um estudo recente publicado na revista Cell, por L. Agudelo e colaboradores do Instituto Karolinska, sugere que um metabólito do aminoácido triptofano (essencial para a produção de vitamina B3) esteja envolvido nesse mecanismo. Esse metabólito é a quinurenina.

A quinurenina e seus metabólitos (compostos resultantes de sua decomposição) participam de funções biológicas essenciais à sobrevivência, como a dilatação dos vasos sanguíneos durante os processos inflamatórios e a organização da resposta imunológica.

Sabemos, há algum tempo, que o aumento da produção de quinurenina pode precipitar sintomas depressivos. Seus metabólitos estão associados a deficiências cognitivas, encefalopatias, esclerose múltipla, aos tiques, ao metabolismo das gorduras, à demência pelo HIV e outros distúrbios psiquiátricos.

O cortisol e outros hormônios liberados durante o estresse e certos mediadores, que participam dos processos inflamatórios, ativam enzimas responsáveis pela síntese de quinurenina, aumentando sua produção, seus níveis na corrente sanguínea e a presença no cérebro.

Ao entrar no cérebro, a quinurenina é convertida em metabólitos que promovem estresse celular e interferem com o comportamento.

Quando o estresse é acompanhado por exercícios físicos, as sucessivas contrações da musculatura promovem uma cascata de reações bioquímicas que levam ao aumento da produção de determinadas enzimas (KATs), que se encarregam de transformar quinurenina em ácido quinurênico.

Ao contrário do composto que lhe deu origem, o ácido quinurênico é incapaz de penetrar a barreira que separa o sangue periférico do líquor, o líquido que banha o sistema nervoso central. Dessa forma, o cérebro fica menos exposto aos efeitos depressivos da quinurenina, portanto mais resistente ao estresse.

Por essas razões, a atividade física deve ser incorporada às estratégias de prevenção e tratamento dos distúrbios relacionados com o estresse, como é o caso das depressões.

O conhecimento desses mecanismos abre a possibilidade de desenvolver drogas que interfiram com os mediadores produzidos durante as contrações musculares, capazes de reduzir a quantidade de quinurenina na circulação sanguínea.

Colher os benefícios da atividade física tomando comprimidos, sem sair da poltrona, é o sonho de todo sedentário.

Fonte: drauziovarella.com.br/destaque1/a-depressao-e-os-musculos/