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Difícil esse tal Espiritismo

Não se transforma uma sociedade conservando os valores que lhe alicerçam.

Eis um exemplo de como ver a “teoria” do enunciado acima, na prática.

A classe médica não corresponde a 20% da força de trabalho (e os próprios não se consideram “força de trabalho”… 😅).

Mas desde o começo da Pandemia (e antes dela também), é praticamente a única categoria que é ouvida e ou consultada pela mídia para falar do enfrentamento da doença e, se um médico morre, é notícia nacional.

Mas quantos enfermeiros, auxiliares, técnicos, fisioterapeutas já foram consultados, ouvidos ou tiveram a morte noticiada com grande pesar?

Um exemplo: faço parte de um grupo de ZAP de pessoas simpáticas a nossa religião. Nesse grupo tem familiares de duas pessoas com Covid19 e que estão hospitalizados.

Uma é muito querida por todos. Frequentador dos encontros. Pessoa de grande simplicidade e de coração enorme. Falou-se aqui e acolá sobre seu estado de saúde. Não muita coisa.

Aí surge a notícia de que um médico conhecido na cidade está com Covid19 e está também hospitalizado. E depois dessa notícia, o grupo há duas semanas não fala de outra coisa. Tem até corrente de oração com hora marcada… Para o médico.

Só que nunca (pelo menos que eu saiba), fez ele parte do grupo, nem se tem se sabe se tem simpatia pela religião.

O primeiro – gente simples e do bem – segue se recuperando, apesar de ter sido esquecido. E o médico também está se recuperando, só que com atualização diária sobre seu estado de saúde.

Não se transforma uma sociedade conservando os valores que lhe alicerçam.

Valorizando a Vida

cvv“Viver é a Melhor Opção”

O CVV – Centro de Valorização da Vida – estará promovendo no sábado, 05 de agosto, a partir das 14h, no Colégio de Aplicação da UPE em Petrolina, um treinamento para voluntários.

O CVV é uma entidade de âmbito nacional, apolítica e sem cunho religioso (não obstante, muitos religiosos atuam como voluntários no CVV), é uma organização sem fins lucrativos e se propõe, através do diálogo fraterno, a prevenir o suicídio.

É um serviço mantido pelos próprios voluntários e o serviço é gratuito para todos. As características do atendimento são: sigilo absoluto, anonimato e privacidade de quem faz a ligação. O CVV é o sexto serviço telefônico mais acionado no Brasil, em média uma ligação a cada 35 segundos.

De 2013 a 2015, Petrolina registrou 32 casos de suicídio. Juazeiro registrou 19 casos de suicídio no mesmo período. A Organização Mundial da Saúde reconhece a importância das organizações voluntárias – como os Samaritanos em Londres, ou o CVV no Brasil – que oferecem ajuda por telefone ou pela internet.

Segundo a OMS, desde que existam condições mínimas para oferta de ajuda voluntária ou profissional, 90% dos casos de suicídio podem ser evitados.

“Os voluntários do CVV aprendem a perceber o valor da escuta numa sociedade onde a maioria absoluta das pessoas simplesmente não tem tempo, nem paciência para ouvir o outro.” disse André Trigueiro, jornalista.

Horário de atendimento em Petrolina é de segunda a sábado, das 14h às 21h30, pelo Fone: (87) 3861-5033.

O serviço também é oferecido pela internet e redes socais. Para saber mais, acesse: www.cvv.org.br

 

Os vieses da vingança

Alguns filósofos a encaram como um reparo desejável contra a injustiça, outros como desnecessária por abalar a tranquilidade de quem a persegue. Apesar de opostas, as duas visões concordam em um ponto: a vingança interfere em nossas possibilidades de ser feliz

Muitos, obviamente, se questionam sobre a sugestão psicanalítica para a vingança. A resposta é simples, não há.

Filosofia e Psicanálise se aproximam quando constatam que não é fácil viver. De que não existem respostas prontas ou universais para todos os casos. Por isso, os conselhos geralmente são ruins e desnecessários. O único convite que ambos sugerem é o de refletir melhor sobre a vida que se leva. Sobre as decisões a se tomar. Pensar sobre nossas tristezas e possibilidades de alegria. Com ou sem vingança. Questão genuinamente filosófica sobre a vida que vale a pena ser vivida.

Trecho de artigo publicado no portal ‘Ciência & Vida’.

Para ler o artigo completo, acesse: psiquecienciaevida.uol.com.br/ESFI/Edicoes/46/artigo170084-6.asp