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O clamor das ruas

divaldo“Quando as injustiças sociais atingem o clímax e a indiferença dos governantes pelo povo que estorcega nas amarras das necessidades diárias, sob o açodar dos conflitos íntimos e do sofrimento que se generaliza, nas culturas democráticas, as massas correm às ruas e às praças das cidades para apresentar o seu clamor, para exigir respeito, para que sejam cumpridas as promessas eleitoreiras que lhe foram feitas…

Já não é mais possível amordaçar as pessoas, oprimindo-as e ameaçando-as com os instrumentos da agressividade policial e da indiferença pelas suas dores.

O ser humano da atualidade encontra-se inquieto em toda parte, recorrendo ao direito de ser respeitado e de ter ensejo de viver com o mínimo de dignidade.

Não há mais lugar na cultura moderna, para o absurdo de governos arbitrários, nem da aplicação dos recursos que são arrancados do povo para extravagâncias disfarçadas de necessárias, enquanto a educação, a saúde, o trabalho são escassos ou colocados em plano inferior.

A utilização de estatísticas falsas, adaptadas aos interesses dos administradores, não consegue aplacar a fome, iluminar a ignorância, auxiliar na libertação das doenças, ampliar o leque de trabalho digno em vez do assistencialismo que mascara os sofrimentos e abre espaço para o clamor que hoje explode no País e em diversas cidades do mundo.

É lamentável, porém, que pessoas inescrupulosas, arruaceiras, que vivem a soldo da anarquia e do desrespeito, aproveitem-se desses nobres movimentos e os transformem em festival de destruição.

Que, para esses inconsequentes, sejam aplicadas as corrigendas previstas pelas leis, mas que se preservem os direitos do cidadão para reclamar justiça e apoio nas suas reivindicações.

O povo, quando clama em sofrimento, não silencia sua voz, senão quando atendidas as suas justas reivindicações. Nesse sentido, cabe aos jovens, os cidadãos do futuro, a iniciativa de invectivar contra as infames condutas… porém, em ordem e em paz.”

Divaldo Pereira Franco, educador, médium e palestrante espírita*

Publicado no Jornal A Tarde, de de 20 de junho de 2013 [Recebido pelo Facebook]
* Divaldo Franco escreve às quintas-feiras, quinzenalmente.
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Espiritismo e Proselitismo

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O espiritismo não é proselitista. Todavia, em Obras Póstumas, no Projeto 1868, Kardec recomenda: Uma publicidade em larga escala, feita nos jornais de maior circulação, levaria ao mundo inteiro, até às localidades mais distantes, o conhecimento das ideias espíritas, despertaria o desejo de aprofundá-las e, multiplicando-lhes os adeptos, imporia silêncio aos detratores, que logo teriam de ceder, diante do ascendente da opinião geral.

E, agora, com o grande número de eventos espíritas no País, além do trabalho de brasileiros em todos os continentes, afirma-se: é proselitismo. Seria uma contradição? Vianna de Carvalho (espírito) no seu livro Atualidade do pensamento espírita, psicografado por Divaldo Pereira Franco, respondendo a questão 218, inicialmente, diz:

A luz da verdade deve brilhar no velador, a fim de que todos a vejam e se norteiem. O espiritismo é doutrina de libertação e, para que logre o seu objetivo, necessita ser divulgado por todos os meios ao alcance, particularmente aqueles que mais facilmente atingem as multidões.

Mais adiante, elucida:

Entre apresentar uma ideia e impô-la, existe uma imensa distância. Fazer proselitismo é entrar em disputas, estimulando vaidades e pretensões absurdas, sem sustentação de lógica e de credibilidade. Esse é um recurso característico do fanatismo, que não encontra guarida nos postulados espíritas.

Em nome do Amor

livro_novo_divaldoEsse é o título do mais recente trabalho que nos chega pelas mãos do médium Divaldo Pereira Franco, do Espírito Bezerra de Menezes.

O que é a mediunidade? Como funcionam os canais de comunicação entre os vivos e os mortos? A partir de palestras e entrevistas concedidas pelo médium Divaldo Pereira Franco, as diversas vertentes do trabalho mediúnico são abordadas nesta obra organizada para estimular e esclarecer a prática e a vivência daqueles que participam e pesquisam a Doutrina Espirita em seu dia a dia.

Além de respostas e comentários sobre a mediunidade, o livro traz ainda uma série de belas mensagens do Espírito Bezerra de Menezes recebidas pelo médium baiano Divaldo Pereira Franco em reuniões do Conselho Federativo Nacional e em outros eventos espíritasnacionais e internacionais.