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Abortar, não abortar. É essa a questão?

No campo pessoal e religioso cabe qualquer tipo de defesa de valores, dentro da ética própria a cada sistema axiológico, desde que coloque o ser e viver humanos e a humanidade como valores supremos e inafastáveis.

No entanto, o estado é laico, disse Jesus, um dos religiosos mais respeitáveis que já existiu (era um Rabi, um sacerdote), no seguinte aforismo: a Deus o que é de Deus, a César o que é de César. Mais claro… só desenhando.

Por isso, considero a tipificação penal do ato de interromper a gravidez totalmente absurda, em se tratando de um Estado que diz laico. 

A ciência ainda é o critério mais seguro para definir o que é e o que não é vida (sem olvidar o conceito social). E se a ciência ainda não se decidiu, não poderia um Estado Laico arrimar-se em crenças e convicções para esse fim, estabelecendo e impondo a significativa parcela da sociedade os valores e crenças de outra, levando essa imposição ao paroxismo da tipificação penal, sem com isso ofender seus princípios constitucionais formadores.

Cabe ao Estado regulamentar situações como essa, para permitir a convivência, numa mesma sociedade, de religiosos, nas diversas e variadas concepções, com quem prefira e opte pela crença de não ter Crença ou que prefira acreditar na dúvida científica e não veja na interrupção da gravidez um crime, mas uma opção de planejamento familiar.

Pessoalmente, não defendo, não incentivo, não faço promoção para que as pessoas façam o aborto. Na minha opinião (e isso vale só para mim) é algo impensável. 

Não se pode concordar que o Estado Laico negue acesso ao serviço de saúde para quem opte por esta solução, muito menos que ameace com cadeia quem entenda por bem fazer a interrupção e a quem profissionalmente se proponha a fazê-lo de forma segura.

A legislação dos países mais desenvolvidos parece a mais adequada ao fixar um prazo limite, em que a ciência parece convergir para entender que ali já existe uma vida humana.

Do ponto de vista de um Estado Laico, essa parece ser a melhor resolução.

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O Grande Doador

Disse-lhe Jesus: Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá; E todo aquele que vive, e crê em mim, nunca morrerá. Crês tu isto?
(João 11:25-26)

Ele não era médico e levantou paralíticos e restaurou leprosos, usando o divino poder do amor.

Não era advogado e elegeu-se o supremo defensor de todos os injustiçados do mundo.

Não possuía fazendas e estabeleceu novo reino na Terra.

Não improvisava festas e consolou os tristes e reergueu o bom ânimo das almas desesperadas.

Não era professor consagrado e fez se o Mestre da Evolução e do aprimoramento da Humanidade.

Não era Doutor da Lei e criou a universidade sublime do bem para todos os espíritos de boa vontade.

Padecendo amarguras – reconfortou a muitos.

Tolerando aflições – semeou a fé e a coragem.

Ferido – curou as chagas morais do povo.

Supliciado – expediu a mensagem do perdão e do amor, em todas as direções.

Esquecido pelos mais amados – ensinou a fraternidade e o reconhecimento.

Vencido na cruz – revelou a vitória da vida eterna, em plena e gloriosa ressurreição, renovando os destinos das nações e santificando o caminho dos povos.

Ele não era, portanto, rico e engrandeceu os celeiros dos séculos.

Quem oferecer, assim, o coração, em homenagem ao Divino Amor na Terra, poderá, desse modo, no exemplo de Jesus, embora anônimo, aflito, apagado ou crucificado, atender à santificada colaboração com Deus, a benefício da Humanidade.

Espírito: ANDRÉ LUIZ
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: “Antologia Mediúnica do Natal” – Edição FEB

A NOVA ERA

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O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos; que há de fazer brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma moral, enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam. É a lei do progresso, a que a Natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se utiliza para fazer que a Humanidade avance. São chegados os tempos em que se hão de desenvolver as idéias, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Têm elas de seguir a mesma rota que percorreram as idéias de liberdade, suas precursoras. Não se acredite, porém, que esse desenvolvimento se efetue sem lutas. Não; aquelas idéias precisam, para atingirem a maturidade, de abalos e discussões, a fim de que atraiam a atenção das massas. Uma vez isso conseguido, a beleza e a santidade da moral tocarão os espíritos, que então abraçarão uma ciência que lhes dá a chave da vida futura e descerra as portas da felicidade eterna. Moisés abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá. Um Espírito israelita.
Mulhouse, 1861.

ESE ~ Cap. I – Não vim destruir a lei