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A Paz

paz

Por Luis Guimarães Gomes de Sá

Centro Espírita Caminhando Para Jesus

A princípio o que seria a paz? Como podermos senti-la? Entendemos que a paz é o estado de Espírito que nos conforta dando-se segurança e tranquilidade em nossas vidas. E como obtermos essa almejada paz? Como proceder? Devemos manter nossa consciência livre de questionamentos e recriminações.

Para tal precisamos burilar nossos pensamentos e atitudes, que servidão de balizamento para atingirmos esse estado mental decorrente, também do cultivo de energias positivas e edificantes através da prática do bem. Esse processo não deixa de ser um desafio que devemos enfrentar e vencer.

A perseverança é fundamental para alcançarmos esse desiderato. Acolhendo e incorporando na prática diária os ensinamentos de Jesus estaremos sedimentando esse hábito salutar em nossas vidas.

A Doutrina Espírita explica que somos influenciados pelos Espíritos em nossos pensamentos e consequentes atitudes. Em todo lugar estão aqueles que procuram nos prejudicar e os que querem nos ajudar. Nossa preferência será responsável pela colheita que faremos adiante da “semente” semeada…

Isto posto, existe a necessidade  permanente da “vigilância”, que nos resguardará daquelas investidas nefastas para nossas vidas corpóreas e espirituais. No livro Qualidade na Prática Mediúnica, Projeto Manoel Philomeno de Miranda, Cap. Sintonia, item 32, temos: “(…) Campo descuidado, vitória do matagal. Águas sem movimento, charco em triunfo”.

Essa realidade é inconteste no âmbito da vida material. E por que não existiria no mundo espiritual, considerando que o Espírito é a nossa verdadeira identidade? É importante termos a consciência de que nossas energias são direcionadas para o “infinito”, ocorrendo intensa e constante conexão com as demais que lá estão.

A percepção mais acurada do intercâmbio que temos com o mundo espiritual, além das comprovações científicas largamente difundidas, oportuniza-nos a convicção de que somos energia que se espraia no Universo com frequência vibratória compatível com o nosso grau evolutivo.

Vejamos também citação o livro Energia e Espírito, de José Lacerda de Azevedo, p. 7: “(…) Um Espírito bem evoluído tem, necessariamente, uma frequência vibratória de alto valor, o que facilita seu avanço a grandes distâncias espaciais com pequeno acréscimo de ergia…”. O corpo físico e o Espírito formam um binômio energético que interage entre si e o meio exterior.

Fonte:Jornal do Commercio, 12 de junho de 2017, Cidades, p. 7

 

Curiosidades do mediunato de Divaldo P. Franco

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Por Washington Luiz Nogueira Fernandes

Quando Divaldo esteve na Guatemala em 1985, acorreram à sua palestra muitas pessoas, que lotaram o salão. Esteve presente uma senhora, que foi a responsável pela presença de muitos. Quando soube disso, curioso e através de um intérprete, Divaldo perguntou a ela por qual motivo ela levara tantas pessoas, ao que ela respondeu: Um Espírito me disse que levasse à palestra muitos necessitados para escutar um “emissário do Senhor”. Divaldo teve uma profunda emoção.

Quando Divaldo esteve em Angola, África, em setembro de 1971, para realizar palestras espíritas, ele conheceu um médium ancião que tinha ido ouvi-lo. Terminada a palestra, o ancião quis falar a Divaldo, confidenciando-lhe: Os Espíritos anunciaram-me, há alguns anos, que antes de eu morrer teria oportunidade de ver alguém trazer a Mensagem da Verdade a estas terras. E realmente a profecia se cumpriu.

Outro acontecimento no Exterior ocorreu em Salazar, África, em 1975, quando lá se encontrava para fazer palestras. Ele hospedou-se num prédio, em que havia uma escola e, em dado momento, por várias circunstâncias, acabou travando contato com a professora da escola. Havia cartazes anunciando a palestra de Divaldo à noite e quando Divaldo explicou que era espírita, ela logo perguntou se ele era o feiticeiro que diziam iria abalar a cidade. Surpreso, Divaldo disse que era somente um médium, que fazia preleções espíritas. Entendendo ou não, a professora acabou arrebanhando o prédio todo para a palestra.

Outro fato, que está registrado, ocorreu no Rio de Janeiro, em 1997, no Colégio Militar, presentes milhares de pessoas, num feirão pró-Mansão do Caminho. Uma senhora venezuelana, que estava passando em frente ao Colégio Militar, e não sabia o que estava acontecendo, e nem era espírita, ouviu uma voz que lhe disse: Entra e fala com o homem. Ela nada entendeu, mas quando viu faixas com o nome de Divaldo, pensou que devia ser ele de quem as vozes falavam. Então, entrou no feirão, encontrou com um organizador do evento e contou o que aconteceu. Ele lhe deu uma senha para falar com Divaldo. O certo é que ela estava com sérios problemas e necessitava urgentemente de orientações. Conseguiu falar com Divaldo e recebeu dele as orientações, que a deixaram muito refeita e reconfortada, graças a essa intuição espiritual.

Por fim, certa ocasião, um fato mais pitoresco. Em 1970, o voo atrasou e Divaldo estava em cima da hora para a palestra. Do aeroporto pegou um táxi e foi diretamente para a conferência. O motorista de táxi conduziu-o ao endereço e estava muito acabrunhado porque teve que substituir um colega, logo naquele dia que ele queria ouvir uma palestra de um baiano que disseram ter o diabo no corpo. Quando chegaram ao local, surpreso,o taxista disse que era naquele local que aconteceria a palestra a que se referira, ao que Divaldo retrucou: E sou eu o baiano que tem o diabo no corpo!!! O motorista acabou assistindo a palestra e tornaram-se amigos.

Fonte: Jornal Mundo Espírita – Fevereiro/2008

Mediunidade e Responsabilidade

estudo

O médium necessita estudar continuamente a Doutrina Espírita? Não lhe basta a assistência e orientação que receba do seu Guia Espiritual? Não lhe basta frequentar com regularidade as reuniões mediúnicas?

Estes são questionamentos comuns no meio espírita, ainda.

No livro Desafios da Mediunidade, ditado pelo espírito Camilo, pelo médium Raul Teixeira, pergunta 53, encontramos:

Há necessidade de estudo para o exercício da mediunidade?

Sem qualquer margem de dúvida… Para dar vazão a manifestações espirituais não é necessário, de fato, qualquer conhecimento. Aliás, a ignorância transforma-se no ‘caldo de cultura’ ideal para determinados desencarnados que desejam dominar consciências, impor-se pelo temor ou submeter pela força. Todo médium que pretende qualificar, positivamente, a sua atuação mediúnica, dando-lhe lucidez e utilidade, para os objetivos do Cristo e dos Seus Prepostos, o estudo torna-se fundamental.”

Conforme se lê no livro O Consolador, da lavra mediúnica de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel, pergunta 392:

Pode contar um médium, de maneira absoluta, com os seus guias espirituais, dispensando os estudos?

(…) O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação. Somente deste modo poderá habilitar-se para o desempenho da tarefa que lhe foi confiada, cooperando eficazmente com os Espíritos sinceros e devotados ao bem e à verdade.
(…) O costume de tudo aguardar de um guia pode transformar-se em vício detestável, infirmando as possibilidades mais preciosas da alma. Chegando-se a esse desvirtuamento, atinge-se o declive das mistificações e das extravagâncias doutrinárias, tornando-se o médium preguiçoso e leviano, responsável pelo desvio de sua tarefa sagrada.”

A autoiluminação pelo estudo continuado e bem aprendido, e pela prática cotidiana dos conhecimentos nobres assimilados, diz respeito não somente aos médiuns, mas a todos os espíritas que desejam sinceramente a sua correta divulgação, visando acima tudo o esclarecimento da humanidade.

Baseado no Editorial do Jornal Mundo Espírita, nº 1452/ jul-2005, Curitiba-PR.